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	<title>Alessandra Bourdot</title>
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	<description>Escritora &#38; Tradutora</description>
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		<title>Conselhos da Cidade</title>
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		<pubDate>Sun, 17 Mar 2013 05:02:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alessandra Bourdot</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[São Paulo]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu já tinha ouvido falar do &#8220;Me Dê um Conselho&#8220;, um projeto de intervenção urbana do designer Daniel Motta. Em 2010, ele colocava uma caixa em pontos estratégicos de São Paulo, pedindo conselhos para as pessoas que passavam. Qualquer conselho. &#8230; <a href="http://www.alessandrabourdot.com/conselhos-da-cidade/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.alessandrabourdot.com/wp-content/uploads/2013/03/19_conselho1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1455" alt="19_conselho1" src="http://www.alessandrabourdot.com/wp-content/uploads/2013/03/19_conselho1.jpg" width="650" height="433" /></a><br />
Eu já tinha ouvido falar do &#8220;<strong><a title="Me Dê um Conselho" href="http://www.medeumconselho.com.br/" target="_blank">Me Dê um Conselho</a></strong>&#8220;, um projeto de intervenção urbana do designer <strong><a title="Daniel Motta" href="http://www.danielmotta.com.br" target="_blank">Daniel Motta</a></strong>. Em 2010, ele colocava uma caixa em pontos estratégicos de São Paulo, pedindo conselhos para as pessoas que passavam. Qualquer conselho. Era só parar, escrever e depositar na caixa. E foram muitos, porque em 2012 o projeto virou um livro reunindo uma seleção de conselhos interessantes, curiosos ou emocionantes, fotografados pelo designer.</p>
<figure id="attachment_1459" aria-labelledby="figcaption_attachment_1459" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><img class="size-medium wp-image-1459 " alt="Foto0244" src="http://www.alessandrabourdot.com/wp-content/uploads/2013/03/Foto0244-300x225.jpg" width="300" height="225" /><figcaption id="figcaption_attachment_1459" class="wp-caption-text">&#8220;Jamais use uma frigideira nu&#8221;.</figcaption></figure>
<p>Apesar de ter conhecido a ideia na <strong><a href="https://www.facebook.com/MeDeUmConselho?fref=ts" target="_blank">Internet</a></strong>, ontem me deparei com alguns desses  conselhos ao vivo, expostos na estação do metrô Alto do Ipiranga.</p>
<p>E foi aí, recebendo conselhos não solicitados, que percebi como o projeto é a cara de São Paulo.</p>
<p>Porque São Paulo é uma antologia de conselhos, intromissões e soluções improváveis pra quase tudo. A chamada &#8220;solidão da cidade grande&#8221; é luxo de quem pode se esconder embaixo da cama. Um paulistano de olhos e ouvidos atentos e disponíveis, não tem opção: a cidade é uma intervenção constante, com histórias e possibilidades, não deixando você se entediar em paz.</p>
<p>Tudo é caos. O horário que não é cumprido, os imprevistos já previstos, o ingresso que esgota, o lugar que era moda e vira outra coisa. Mas tem também o reencontro, tem o amigo novo no meio da rua que leva a uma festa não planejada, tem o programa de última hora, as &#8220;criaturas da noite&#8221; como os bizarros personagens em &#8220;<strong><a title="Trailer" href="http://www.youtube.com/watch?v=LnlofUNOcZ8" target="_blank">Depois de Horas</a></strong>&#8220;, as tribos de época e as de vanguarda. E sempre o café da manhã em alguma das centenas de padarias com o rápido encontro entre os que estão indo e os que estão chegando.</p>
<p>Foi assim que amanheceu pra mim a cidade conselheira: com seus conselhos expostos no metrô.</p>
<figure id="attachment_1460" aria-labelledby="figcaption_attachment_1460" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><img class="size-medium wp-image-1460 " alt="Foto0245" src="http://www.alessandrabourdot.com/wp-content/uploads/2013/03/Foto0245-300x225.jpg" width="300" height="225" /><figcaption id="figcaption_attachment_1460" class="wp-caption-text">Foto tirada com o celular às 6 da manhã.</figcaption></figure>
<p>Assim como não pensa duas vezes pra derrubar e reconstruir, expandir, modernizar, ela te cobra o mesmo desapego, ela te manda derrubar o que ficou velho e construir outra coisa. Aqui, o passado não é chorado nem vira nostalgia: vira estacionamento. Aqui, planos mudam de repente, a moda passa, o amor acaba, a rua muda de nome. Esse é o maior conselho de SP: esteja pronto pra seguir um caminho novo em cada esquina. A qualquer momento.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Dançamos&#8230;</title>
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		<pubDate>Thu, 28 Feb 2013 02:31:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alessandra Bourdot</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>

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		<description><![CDATA[Gene Kelly deu uma entrevista décadas depois de já ter se aposentado dos musicais. A repórter, super autêntica, pergunta se ele sente saudade dos velhos tempos, do mundo de antigamente. Mais ou menos o que ele disse, sorridente e sem &#8230; <a href="http://www.alessandrabourdot.com/dancamos/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.alessandrabourdot.com/wp-content/uploads/2013/02/dancing-couple-together.jpg"><img class="size-full wp-image-1436 alignleft" title="dancing-couple-together" src="http://www.alessandrabourdot.com/wp-content/uploads/2013/02/dancing-couple-together.jpg" alt="" width="285" height="282" /></a>Gene Kelly deu uma entrevista décadas depois de já ter se aposentado dos musicais. A repórter, super autêntica, pergunta se ele sente saudade dos velhos tempos, do mundo de antigamente. Mais ou menos o que ele disse, sorridente e sem saudosismo:</p>
<p>- De jeito nenhum. Adoro os tempos de hoje! Sinto só um pouco de pena porque vocês não dançam mais. Por que pararam de dançar? Não sabem o que estão perdendo&#8230;</p>
<p>É evidente que ele não estava se referindo a sair sapateando no meio da chuva, mas ao dançar a dois. Realmente: por que pararam?</p>
<p>Porque dançar vai além do &#8220;momento romântico&#8221;. Dançar é socialização, é uma desculpa pronta pra um primeiro oi. É o medo de convidar e receber um não. É o medo de não ser tirada e engolir o sim. É o primeiro toque físico, envergonhado e desejado, que pode não passar de uma única dança ou ficar pra sempre lembrado dentro daquela música. Não é um encontro romântico ou um convite com segundas intenções. Dançamos pela dança em si, casualmente , sem nem trocar nomes. Mas é claro que tudo pode acontecer na privacidade de uma dança&#8230;</p>
<p>Ainda acho que dentro dos puladores solitários, chacoalhando melancólicos com seus sorrisos despertados quimicamente, dentro de cada um deles existe um parceiro que ficou sentado, que não ousa pedir,  que não ousa esperar.  E entre eles, um DJ rancoroso e sem ilusões, martelando o mesmo som &#8220;indançavel&#8221;, e um conceito perverso de que dançar a dois é excentricidade pra Dia dos Namorados ou coisa para velhos.</p>
<p>Eu sigo acreditando no &#8220;cheek to cheek&#8221;. Talvez eu esteja dançando com moinhos de vento, ou seja mais sonhadora do que um comunista do século 21. Ainda espero pelas danças inesperadas (dei sorte algumas vezes&#8230;) e pelo som daquela pergunta tão esquecida e tão desejada: &#8220;Quer dançar?&#8221;</p>
<p>Eu sempre vou dizer &#8220;sim&#8221;.</p>
<p style="text-align: center;"><p><a href="http://www.alessandrabourdot.com/dancamos/"><em>Click here to view the embedded video.</em></a></p></p>
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		<title>Defeitos São Qualidades Viradas do Avesso</title>
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		<pubDate>Sun, 17 Feb 2013 20:52:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alessandra Bourdot</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;O homem precisa daquilo que nele há de pior se pretende alcançar o que nele há de melhor&#8221;. (F. Nietsche) Me disseram outro dia que todo ser humano é bom por natureza. O que chamamos de maldade é só uma &#8230; <a href="http://www.alessandrabourdot.com/nossos-defeitos-sao-nossas-qualidades-viradas-avesso/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>&#8220;O homem precisa daquilo que nele há de pior se pretende alcançar o que nele há de melhor&#8221;. (F. Nietsche)</p></blockquote>
<p>Me disseram outro dia que todo ser humano é bom por natureza. O que chamamos de maldade é só uma distorção momentânea, uma doença, uma neurose, um desequilíbrio corrigível. Não carregamos &#8220;demônios&#8221;, mas anjos caídos. Acredito nisso cada dia mais.</p>
<p>Assim, todo defeito é apenas uma qualidade em desarmonia, do avesso:  o cara conservador é também determinado; o mentiroso é também criativo; o controlador é focado; o rude é corajoso; o gastador é generoso. Até mesmo o inseguro, com explosões verbais destrutivas quando se sente não gostado, é o mesmo que ama com intensidade e leal devoção.</p>
<p>Todos somos &#8220;Edward, Mãos de Tesoura&#8221;, ferindo sem intenção, por &#8220;não estarmos prontos&#8221;, como diz ele, por sermos ainda incompletos. Mas as mãos afiadas que cortam, esculpem arte. Ou &#8220;a mão que afaga é a mesma que apedreja&#8221;, como no poema de Augusto dos Anjos.</p>
<p>Ainda vivemos com pedras nos bolsos, atirando a primeira, a segunda, todas as pedras que estiverem à mão. Como fiscais do bom comportamento seguimos de dedo apontado para as falhas alheias.</p>
<p>Talvez uma opção seja buscar o avesso dos defeitos. Enxergar o potencial de beleza escondida. Imaginar a versão &#8220;qualidade&#8221; por trás daquela falha bruta, não lapidada. E, ao invés de cobrar correções, punir, acusar, suportar o lado negro do outro, a gente deva estimular, valorizar, trazer à tona o lado certo, o avesso do mal de cada um, o Edward escultor e não o que afaga com tesouras.</p>
<p>Jung disse que somos anjos e demônios. Que a gente possa então acordar os anjos uns dos outros. Até que um dia, cansados de tantos milagres, enjoados de tanta beleza e entediados de tanto perdão, nossos demônios possam enfim descansar em paz.</p>
<p><a href="http://www.alessandrabourdot.com/wp-content/uploads/2013/02/Edward-Scissorhands.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1432" title="Edward-Scissorhands" src="http://www.alessandrabourdot.com/wp-content/uploads/2013/02/Edward-Scissorhands.jpg" alt="" width="800" height="441" /></a></p>
<div></div>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Lembranças de Emergência</title>
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		<pubDate>Sat, 29 Sep 2012 23:19:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alessandra Bourdot</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>

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		<description><![CDATA[Somewhere inside me there’ll always be the person I am to-night. ― F. Scott Fitzgerald, Tender Is the Night E daí a gente fica triste porque o dia ficou triste. Daí a gente acha que tudo é triste, e coloca &#8230; <a href="http://www.alessandrabourdot.com/lembrancas-de-emergencia/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>Somewhere inside me there’ll always be the person I am to-night.<br />
― F. Scott Fitzgerald, Tender Is the Night</p></blockquote>
<p style="text-align: left;"><a href="http://www.alessandrabourdot.com/wp-content/uploads/2012/09/bau.jpg"><br />
<img class=" wp-image-1400 aligncenter" title="bau" alt="" src="http://www.alessandrabourdot.com/wp-content/uploads/2012/09/bau-1024x768.jpg" width="470" height="353" /></a></p>
<p style="text-align: left;">E daí a gente fica triste porque o dia ficou triste. Daí a gente acha que tudo é triste, e coloca uma música triste pra combinar.</p>
<p>E daí a gente lembra. Abre o baú dentro da cabeça e vai tirando de tudo. Até o que não tem importância.</p>
<p>E daí a gente acha. Aqueles instantes que tinha guardado pra uma emergência. Aquelas cenas tão antigas que a gente quase esqueceu. Tão bonitas, do seu jeito, que nem parece que foi com a gente. Mas foi.</p>
<p>E daí a gente lamenta a nostalgia. Como se o passado fosse tudo que restou. Um passado melhor e mais bonito que o hoje, só porque ganhou aquele charme desbotado.</p>
<p>E daí que hoje eu lembrei. Guardei janeiro de 2001 justamente pra isso. Pra lembrar. Gravei na memória do jeito que dava porque janeiro de 2001 já aconteceu avisando que não teria depois. E daí eu pensei que se mais nada me acontecesse, eu sempre lembraria de janeiro de 2001.</p>
<p>Muitas coisas já aconteceram. Muitas vão acontecer. É assim com todo mundo. Questão de lógica.</p>
<p>Mas hoje eu vou ficar um pouco em janeiro de 2001.</p>
<p>Lembranças a gente junta pra lembrar mesmo: pra te deixar vaidoso com a própria biografia, pra te culpar pela repetição de alguns erros ou até pra te ameaçar com o medo de um futuro menos interessante.</p>
<p>E daí?</p>
<p style="text-align: center;"><p><a href="http://www.alessandrabourdot.com/lembrancas-de-emergencia/"><em>Click here to view the embedded video.</em></a></p></p>
<p>&nbsp;</p>
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